O impacto da disfunção autonômica na qualidade de vida

Dentre os fatores que mais comprometem a qualidade de vida dos portadores de LRM (lesão raquimedular), podemos citar a disfunção autonômica dos órgãos pélvicos e a espasticidade e atrofia dos membros inferiores com suas complicações. Isso inclui infecções urinárias de repetição, insuficiência renal, escaras de decúbito, hipotensão etc. (Charlifue et al, 1999)

Tetraplégicos elencam eventualmente a melhora da função muscular como o fator mais importante para a melhora da qualidade de vida. Já os paraplégicos apontam a disfunção sexual como principal aspecto.

No entanto, quando considerados o primeiro e o segundo fatores mais importantes, a recuperação das funções vesical e intestinal assumem a primeira posição em ambos os grupos. (Anderson, 2004)

A disfunção urinária leva, além do impacto negativo na qualidade de vida, à insuficiência renal – decorrente das infecções recorrentes e do refluxo vesico-ureteral. Esta, juntamente com a sepse – decorrente, principalmente, de complicações de infecções urinárias, pulmonares e de escaras – são responsáveis por 14% das mortes nestes pacientes. (DeVivo et al, 1999)

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