Neuromodulação na lesão medular: descrição do procedimento

Na neuromodulação os eletrodos são implantados por meio da videolaparoscopia. Trata-se de uma técnica cirúrgica minimamente invasiva em que o cirurgião faz uma incisão de 1 cm no umbigo para introduzir uma câmera cirúrgica e mais três incisões de cerca de 0,5 cm para a passagem dos instrumentais cirúrgicos.

Além disso, mais duas incisões de cerca de 2 cm são feitas para a passagem dos eletrodos e mais uma incisão de 5 cm para a introdução do neuromodulador. Veja a foto:

A videolaparoscopia oferece uma excelente iluminação e amplia a imagem, permitindo melhor visualização dos nervos lombares e sacrais.

Os eletrodos são então implantados em contato com:

  • nervos femorais, que controlam o músculo quadríceps femoral);
  • nervos ciáticos, que controlam o quadril e os pés;
  • nervos pudendos, que controlam a bexiga, o reto e o ânus.

Benefícios dos estímulos elétricos

Os estímulos elétricos nos nervos pudendos relaxam a bexiga, aumentando sua capacidade, e contraem os esfíncteres da uretra e do ânus, diminuindo o risco de incontinência urinária e fecal.

Estímulos de baixa frequência nos nervos femorais e ciáticos diminuem a espasticidade nos músculos das pernas, além de recrutar fibras musculares, melhorando a atrofia muscular. Já os estímulos de alta frequência promovem a contração dos músculos quadríceps, estendendo os joelhos, e dos músculos dos glúteos e da panturrilha, ajudando a firmar os quadris e os pés.

Tais movimentos permitem ao paciente exercitar as coxas e, com treino e muita fisioterapia, ficar de pé e dar passos com o auxílio de um andador, como se estivesse usando órtese para estabilizar os joelhos.

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