Fibrose

Todos os procedimentos cirúrgicos pélvicos e perineais, bem como abscessos e hematomas nestas regiões, podem lesar os nervos do plexo sacral.

O dermátomo dos sintomas vai depender do(s) nervo(s) afetado(s). A queixa, em geral, é de dor contínua, hiperestesia e alodínia. Raramente – geralmente após muitos anos de início dos sintomas – se observa déficit motor, e prevalecem os sintomas irritativos.

Por suas características, a dor pode ser classificada em somática ou visceral e depende do tipo de inervação acometida.

A dor somática decorre da lesão e nervos somáticos e acomete dermátomos específicos e bem delimitados. Por outro lado, a dor visceral decorre da lesão do plexo hipogástrico superior, nervos hipogástricos ou o plexo hipogástrico inferior. (Possover, 2009) A dor é, em geral, difusa no andar inferior do abdome ou, às vezes, restrita à bexiga ou reto, deflagrada pelo enchimento destas vísceras.

No caso dos procedimentos cirúrgicos, denominamos Lesão Nervosa Primária (LNP). Trata-se da lesão direta de um nervo por suturas, implantes, isquemia, cauterização ou qualquer outra agressão intraoperatória, diretamente sobre o nervo em questão.

Outra forma de lesão é o Encarceramento Nervoso Secundário (ENS) à fibrose induzida pela dissecção, formação de hematoma ou a presença de suturas ou implantes nesta região.

A importância desta divisão didática é o tempo do início dos sintomas. Nas LNPs, os sintomas aparecem imediatamente ou poucos dias após o procedimento, enquanto nos casos de ENS, os sintomas levam de semanas a anos para aparecer.

Com isso, nos ENSs a correlação com o procedimento cirúrgico é menos óbvia, mas é essencial para o tratamento adequado. (Possover&Lemos, 2011)

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