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Perguntas Frequentes

  • Como é possível beneficiar pacientes de casos tão distintos partindo de um mesmo princípio?

    Esta nova técnica, entre as diversas vantagens, permite que sejam implantados neuromoduladores na região pélvica, que voltam a oferecer estímulos e controle aos nervos sacrais, devolvendo, por exemplo, o estímulo nervoso à bexiga, permitindo a retomada do controle urinário. Também é possível, por meio da laparoscopia, diagnosticar e tratar de uma só vez, como no caso da endometriose. Para estas pacientes, é possível em um mesmo procedimento localizar a endometriose e realizar sua remoção. 

  • Quem é o especialista capacitado para a cirurgia neurofuncional pélvica?

    Com o surgimento da neuropelveologia, surge também a necessidade de uma nova especialidade na medicina: a cirurgia pélvica. Assim como já existe, por exemplo, o cirurgião de cabeça e pescoço, em breve esta será uma especialidade reconhecida em todo o mundo. Por enquanto, estabelece-se uma nova área de atuação na intersecção de diversas especialidades, como a ginecologia, urologia, neurocirurgia, ortopedia, coloproctologia, entre outras. E assim como já acontece em países como a França ou a Alemanha, hoje no Brasil temos em todas estas áreas aqueles que se especializarão especificamente na parte cirúrgica de suas especialidades.

    Na ginecologia, por exemplo, são médicos que não fazem obstetrícia, nem consultas de rotina, e buscam conhecimentos de outras áreas, trazendo para si novas técnicas cirúrgicas, dissecando espaços antes inexplorados na ginecologia. Assim como eles, outros, oriundos de outras áreas, têm se voltado para os implantes laparoscópicos de eletrodos, oferecendo às pacientes uma alternativa de tratamento um pouco menos mutilante.

    Desse modo, cirurgiões pélvicos (ginecologistas, urologistas ou coloproctologistas) capacitados em laparoscopia avançada que se capacitem no diagnóstico e abordagem de lesões dos nervos pélvicos (conceitos da neurocirurgia), bem como neurocirurgiões que se capacitem em procedimentos laparoscópicos avançados, poderão oferecer aos pacientes os benefícios da neuropelveologia.
    O primeiro médico brasileiro capacitado pelo professor Marc Possover foi o ginecologista Nucélio Lemos, editor deste site.

  • Quais as vantagens específicas para paraplégicos e tetraplégicos?

    Do ponto de vista urinário, a neuromodulação promove aumento da capacidade da bexiga em cerca de 50%. Alguns pacientes com lesão incompleta conseguem retomar o controle urinario e voltar a esvaziar a bexiga voluntáriamente. Isso diminui o número de sondagens realizadas por dia, reduzindo, portanto, o risco de infecção urinária.

    O retorno do movimento nas pernas promove ganho de massa muscular e melhora do retorno venoso, contribuindo para a manutenção da pressão arterial e ganho de massa óssea. Além disso, a maior parte dos paraplégicos passa a conseguir ficar em pé e caminhar curtas distâncias com o auxílio de um andador. Isso promove aumento de massa óssea e reduz o risco de desequilíbrio do metabolismo do cálcio e de fraturas secundárias à osteoporose.

    Em homens, também observa-se a melhora da qualidade da ereção, melhorando a qualidade de vida sexual.

  • A reabilitação neurofuncional por meio de implantes de neuromoduladores pode substituir procedimentos realizados atualmente?

    Sim, é exatamente isso o que busca a Neurpelveologia. Muitos procedimentos mutilantes, debilitantes ou pouco funcionais realizados em pacientes neurológicos, em particular lesados medulares, poderão dar lugar ao conceito da cirurgia neurofuncional. Estão entre estes procedimentos a uretrotomia (secção do esfíncter uretral para desobstruir o fluxo urinário, que leva à incontinência), rizotomia (secção das raízes sensitivas, reduzindo ou abolindo a espasticidade), uso de relaxantes musculares de ação central (reduzem a atividade da medula e do cérebro, causando sonolência e indisposição) e da toxina botulínica (pouco funcional apesar da ação específica).  

  • Como são definidos os pacientes para receber o implante?

    Ao chegar ao local com queixas de dor, diversos exames são realizados para descartar problemas que podem ser resolvidos por meio de cirurgias convencionais ou outras terapias mais simples, como tratamento medicamentoso ou fisioterapia. Descartadas todas estas possibilidades e verificado o possível benefício do neuroestimulador, o paciente recebe primeiro um neuroestimulador provisório para, então, verificado o benefício, receber o implante definitivo. Somente os casos em que os benefícios são certos (como é o caso dos paraplégicos) são encaminhados diretamente para o implante permanente. 

  • Planos de saúde já cobrem o procedimento?

    Sim. A partir de 01 de janeiro de 2013 a neuromodulação do plexo sacral passou a fazer parte do Rol de Procedimentos de Cobertura Obrigatória na Saúde Suplementar, elaborado pela Agência Nacional de Saúde Suplementar.

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